terça-feira, 9 de novembro de 2010

Um pouco de verdade sobre a invasão de Gaza em 2008

Um dos grandes problemas no enfrentamento político do conflito entre Israel e palestinos é a quantidade absurda de mentiras que, de tão repetidas, acabam virando verdades. Em dezembro de 2008, em resposta ao intenso bombardeio levado a efeito pelo Hamas contra sua população civil, o exército de Israel invadiu a Faixa de Gaza.

Para quem não conhece, a Faixa de Gaza é um dos locais de maior densidade demográfica do mundo. É praticamente impossível qualquer operação militar no local que não ponha civis em risco. Especialmente quando o inimigo é o Hamas, notório por usar civis (de preferência crianças) como escudos humanos. Inclusive, o exército israelense divulgou há pouco tempo alguns vídeos que comprovam que os membros do Hamas buscavam posição nos locais mais densamente povoados, a fim de atrair para a população civil palestina (que, supostamente visam libertar) o fogo israelense.

Mas o ponto que pretendo abordar aqui não é nem esse. Saiu hoje reportagem no Haaretz que narra o seguinte:

"Hamas admitted last week that between 600 and 700 of its militants were killed during Operation Cast Lead – a figure consistent with that reported by the Israel Defense Forces.

The figure is several times higher than the previous number of fatalities that Hamas claimed it sustained during the operation.

Hamas’ military wing had previously claimed that only 49 of its militants were killed during the three-week operation that the IDF launched in December 2008. Israel had put the figure at 709".

Por que a mentira até então sustentada, que apenas 49 militantes do Hamas teriam sido mortos? Por dois motivos. Primeiro, para dar a impressão de que a operação não causou dano tão severo às fileiras do grupo terrorista. Segundo, e mais importante, porque, considerando que, durante a invasão, cerca de 1000 palestinos morreram, quanto menos militantes foram atingidos, maior o número de baixas civis, correto?

Agora, admitido pelo Hamas o número correto de militantes mortos, verifica-se que as baixas não civis giram em torno de 70% do total de fatalidades. O que, em se tratando de guerra urbana, em área densamente povoada, com o uso de escudos humanos, é um número muito menos alarmante.

A principal acusação feita contra Israel durante a invasão de Gaza foi "uso de força desproporcional", já que negar simplesmente o direito israelense de defender sua população civil dos atos terroristas do Hamas seria muita cara de pau.

Essa confissão feita agora pelo Hamas ajuda a colocar as coisas em seus devidos lugares. Inclusive o fato de que, dentre as vítimas do terrorismo do Hamas, a verdade sempre está incluída.

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