sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Representantes da ONU em Gaza precisam de armamento mais pesado para se protegerem do Hamas

O lider do UNRWA - agência da ONU de direitos humanos - requisitou para seus agentes de segurança sub-metralhadoras. Segundo notícia do Haaretz, essa requisição foi feita porque a sua proteção atual (os seguranças usam pistolas) não é suficiente para garantir sua segurança.

Segundo a reportagem, o lider da agência da ONU e o pessoal a ele vinculado recebem reiteradas ameaças do Hamas, sendo que o chefe da missão, John Ging, já sofreu dois atentados nos útltimos anos. Ou seja, nem a ONU está a salvo do terrorismo do Hamas.

Essa reportagem ilustra o que venho sustentanto há bastante tempo. O principal entrave à paz na região atende pelo nome de Hamas. Trata-se de um grupo terrorista, fundamentalista e, obivamente, intolerante. Ao contrário do que afirmam (e muita gente mundo afora acredita), a sua luta não é pelo estabelecimento de um Estado Palestino. É pela destruição de todo aquele que seja considerado inimigo. Por inimigo entenda-se não só Israel, mas todos os infiéis e qualquer pessoa ou organismo que possa representar risco ou obstáculo aos seus objetivos totalitários.

Israel possui, sim, imensa responsabilidade para que se alcance a paz, assim como a Autoridade Palestina. Mas, por melhor que sejam os esforços de um e outro (e esses esforços têm sido extremamente insatisfatórios, principalmente, neste momento, por parte de Israel que se recusa a interromper a construção de novas moradias nos territórios ocupados) não será alcançada paz e segurança duradoura enquanto o Hamas não for encarado por todos - sobretudo a comunidade internacional - pelo que verdadeiramente é.

A relativização do mal que o Hamas encarna é algo absolutamente incrível. Não só o mal que causa à população civil israelense, mas aos próprios palestinos de Gaza que vivem sob sua tutela e mesmo aos organismos internacionais.

O Hamas já agiu (violentamente, como sempre) contra diversas organizações de promoção de direitos humanos e ajuda humanitária que atuam em Gaza, com atentados, invasão e destruição de escritórios e intimidação de membros dessas organizações. Isso sem contar com a perseguição a qualquer palestino que ouse desafiar o poder do Hamas em Gaza ou os ataques terroristas contra a população israelense.

Israel e a Autoridade Palestina podem agir certo ou errado (mais errado do que certo, de modo geral) na busca por solução para o conflito. A atuação do Hamas, por seu turno, não comporta qualquer juízo de valor. É absolutamente má.

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