segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O método petista de debate

No post abaixo demonstrei como os argumentos petistas são desprovidos de lógica, correção gramatical e, frequentemente, de verdade.

Quem assistiu o debate ontem na Band pôde perceber que todos os ataques de Dilma a Serra tiveram a mesma tônica: péssimo português e péssima lógica; torcer a questão proposta para evitar a verdade - a acusação de que Serra, quando ministro da Saúde, "permitiu o aborto" quando ele apenas havia regulamentado a execução prática das hipóteses legais de aborto que existem no Código Penal desde 1940, por exemplo - ou simplesmente mentir, quando disse que Serra criticara o programa "Minha Casa Minha Vida" quando ele, na verdade criticou o fato de terem sido prometidas 1 milhão de casas e só 150 mil terem saído do papel.

O comentário anônimo que transcrevi no post anterior diz que "vocês não suportam a idéia de ter um operário como presidente". O que eu não suporto (dentre outras coisas) é a idéia de ter uma pessoa que sequer sabe articular verbo e predicado nos tempos, gêneros e números corretos. E não estou me referindo a Lula; isso até ele aprendeu. Refiro-me a Dilma. Não suporto, também, um partido cujo método é a mentira, a truculência e o autoritarismo. Tampouco suporto um partido (desde a candidata a presidente até o militante que honra meu blog com sua visita anônima) que não consegue conviver com uma opinião contrária à sua ou de seu lider e a reduz a baixaria ou terrorismo.

Com esse tipo de discurso de esquerda sou acostumado desde a época da faculdade. Quem foi meu contemporâneo no Centro Acadêmico Afonso Pena se lembrará, por exemplo, de que os esquerdinhas nos acusaram de "privatizar a calourada" porque "ousamos" cobrar ingresso para custear uma festa melhor (antes das nossas gestões as calouradas  eram na rua e nós a levamos para dentro da escola) e angariar fundos para patrocinar os cursos, seminários e congressos de alto nível que promovíamos para os alunos. A mentira, a truculência, o propósito de exterminar o adversário é sempre o método: da eleição para o centro acadêmico da faculdade à eleição presidencial. E o mais interessante é que, quando esse pessoal ganhou a eleição para o centro acadêmico (felizmente eu já estava próximo da minha formatura), eles mantiveram a calourada nos mesmos moldes que fazíamos, com uma pequena diferença. Na nossa época, éramos nós (os membros do CAAP) que fazíamos praticamente todo o trabalho. Na gestão dos esquerdinhas, terceirizaram o serviço, aumentando, com isso, a despesa na realização da festa, mas, provavelmente, beneficiando alguém com o dinheiro do CAAP. Alguma semelhança com o governo do PT? Mais ou menos a mesma coisa que aconteceu ontem no debate: a Dilma acusando o Serra de querer privatizar a Petrobrás e o Serra explicando a diferença entre as privatizações feitas no governo FHC (telefonia, por exemplo) e as do governo Lula (entrega das estatais ao partido).

Quanto ao fato de Lula ser operário, bem... ao que me consta, ele deixou de sê-lo há décadas, exerceu um mandato de deputado federal (no qual não fez nada), depois tornou-se candidato profissional à presidência (sempre quis saber de que ele viveu de 1989 a 2002) e agora é presidente. Operário???

E se o simples fato de a pessoa ter uma origem pobre a credencia como grande político e quem a critica é "elitista", por que está todo mundo tão revoltado com a eleição do Tiririca? Ele também era pobre!

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