terça-feira, 21 de setembro de 2010

O PT mostra (de novo) a sua face

Reproduzo ipsis literis o que é noticiado por Josias de Souza, em seu blog no UOL:

"PT mobiliza o aparato sindical e faz ato anti-imprensa

Iniciada por José ‘Abuso do Direito de Informar’ Dirceu e ecoada por Lula ‘Mídia Partidária’ da Silva, a rusga do PT com a imprensa ganhou ares de guerra.

O partido de Dilma Rousseff levou à sua página na web a convocação de um ato de protesto contra o que chamou de “golpismo midiático”.

Será nesta quinta (23), às 19 horas, num palco inusitado: o auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, filiado à CUT.

A convocatória informa que a pajelança foi organizada “em defesa da democracia” e contra “a baixaria nas eleições”. Anuncia-se a presença de:

1. Dirigentes de quatro centrais sindicais: além da CUT, Força Sindical, CTB e CGTB.

2. Representantes da União Nacional dos Estudantes.

3. Lideranças de quatro partidos políticos: PT, PCdoB, PSB e PDT.

4. Blogueiros progressistas.

O evento é apresentado como reação à “ofensiva dos setores da direita e da mídia conservadora”, marcada por "uma onda de baixarias, de denúncias sem provas [...].”

O texto não menciona as logomarcas “golpistas” nem esmiúça as notícias infundadas. Não há de ser o “Erenicegate”.

Qualificado de “factóide” no nascedouro, o caso já levou ao olho da rua quatro autoridades, incluindo a chefe da Casa Civil, ex-braço direito de Dilma Rousseff.

Diz o documento que a “velha mídia” tornou-se “autêntico partido político conservador” e desenvolve uma “ofensiva antidemocrática”.

Acrescenta: “A onda de baixarias, que visa forçar a ida de José Serra ao segundo turno, tende a crescer nos últimos dias da campanha”.

Como assim? “Os boatos que circulam nas redações e nos bastidores das campanhas são preocupantes. E indicam que o jogo sujo vai ganhar ainda mais peso”.

Daí o “ato em defesa da democracia”. Beleza. Decerto os organizadores do movimento farão discursos veementes em fovor do democrático direito à liberdade de imprensa.

Dilma haverá de brandir da tribuna provas irrefutáveis contra as aleivosias inventadas pela “velha mídia” pró-Serra. Restará provado que a Casa Civil foi varrida por um tsunami de probidade".

O mais curioso é que um ato (mais um, na verdade) claramente contra a liberdade de imprensa é chamado de "ato em defesa da democracia".

De todos os atos da campanha da Dilma, esse é o que, sem dúvida, melhor explica qual será seu programa de governo caso eleita: destruir a liberdade de imprensa "em defesa da democracia".

Ao que tudo indica, os escândalos de violação de sigilo fiscal e de tráfico de influência e corrupção na Casa Civil não vão mudar sensivelmente o panorama nas pesquisas de intenção de voto. Tudo indica que Dilma será, mesmo, eleita no primeiro turno. Seu mestre e criador, por quase 8 anos, tentou sem sucesso destruir a liberdade de imprensa. Ainda não conseguiu. Será que sua sucessora conseguirá?

2 comentários:

  1. Dizem ter lutado contra a ditadura. Hoje, claramente, lutam contra a democracia

    ResponderExcluir
  2. Evidente. Quando lutavam contra a ditadura não era em defesa da democracia; era para implantar a ditadura comunista. E essa luta continua!

    ResponderExcluir