terça-feira, 28 de setembro de 2010

Lider do Hamas confirma que a segunda intifada foi iniciada por ordem de Arafat

Notícia do Jerusalem Post:

"Former Palestinian Authority Chairman Yasser Arafat instructed Hamas to launch terror attacks against Israel when he realized that the peace talks weren't going anywhere, Mahmoud Zahar, one of the Hamas leaders in the Gaza Strip, revealed on Tuesday.

"President Arafat instructed Hamas to carry out a number of military operations in the heart of the Jewish state after he felt that his negotiations with the Israeli government then had failed," Zahar told students and lecturers at the Islamic University in Gaza City.

Zahar did not say when and how Arafat instructed Hamas back then to launch the "military operations" – most of which were suicide bombings targeting Israeli civilians.

However, it is believed that Arafat issued the order to Hamas following the failure of the Camp David summit in 2000".

Sempre houve suspeita sobre isso. Agora há certeza. O grande estadista Yasser Arafat, laureado com o Prêmio Nobel da Paz, sempre foi apenas e tão somente um terrorista.
 
Se hoje não existe um Estado Palestino, a culpa é única e exclusivamente de Arafat. No encontro de Camp David de 2000, o então primeiro-ministro israelense Ehud Barak cedeu em quase todas as demandas dos palestinos: desocupação da Faixa de Gaza; desocupação de cerca de 97% da Cisjordânia, administração conjunta de Jerusalém; pagamento de compensações financeiras aos refugiados palestinos. O único ponto em que Barak não cedeu (e não tinha como mesmo) era no tocante ao retorno dos refugiados palestinos que deixaram suas casas ou foram expulsos durante a guerra de independência de 1948.
 
Ora, por que falar-se em regresso, se os palestinos teriam seu próprio Estado? E se compensações financeiras seriam pagas? Mas Arafat insistiu. Embora se se quer fazer um acordo, ambas as partes devem ceder, certo? Mas não quando uma das partes é palestina e a outra Israel.
 
O fato de, pouco depois do fracasso de Camp David, a segunda intifada ter começado sempre levantou suspeitas extremamente fundadas de que Arafat estava por trás disso. A notícia acima reproduzida assim o confirma.
 
Ainda no Jerusalem Post, há seguinte notícia:
 
"Israel will be to blame if peace talks fail, Palestinian Authority President Mahmoud Abbas said on Tuesday.

Abbas was speaking during a flight from Paris to Amman, AFP reported, and said that the settlement construction issue would determine the outcome of the talks".

Analisando estritamente o contexto atual das negociações de paz, não há como discordar de Abbas. Se o governo israelense não paralisar imediatamente a construção de assentamentos na Cisjordânia, a Autoridade Palestina não poderá continuar nas negociações. Ora, se o objetivo futuro é a desocupação da Cisjordânia para a formação do Estado Palestino, o aumento dos assentamentos israelenses na região somente podem ser interpretados pelos palestinos como disposição de Israel em dar menos terras do que eles teriam direito. Afinal, para que montar assentamentos para desfazê-los depois?
 
Por outro lado, uma análise histórica (que nem precisa ir tão longe assim) revela que a culpa principal de a situação ter chegado ao ponto em que se encontra agora é de Arafat, portanto, da Autoridade Palestina.

A despeito de a responsabilidade, por ora, ser toda de Israel de parar a construção de novos assentamentos, isso deve ser levado em consideração no futuro, quando cada um das partes for chamada a fazer novas concessões.

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