quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Hamas usa bombas de fósforo contra Israel

Quando Israel invadiu Gaza no fim de 2008, a fim de neutralizar por algum tempo o poder de fogo do Hamas, aqueles que não foram cínicos o suficiente para negar que Israel estava agindo em legítima defesa, acusaram-no de agir "desproporcionalmente". Essa acusação ganhou força a partir da acusação (que não foi comprovada) de que Israel teria utilizado bombas de fósforo (proscritas por tratados internacionais) contra alvos civis.

Menos de dois anos depois, manchete do Haaretz:

"IDF confirms Gaza militants fired phosphorous bombs at Israel - Two of the nine mortar shells fired from the Gaza Strip at southern Israel on Tuesday were actually phosphorous bombs, the Israel Defense Forces confirmed.



Militants in the coastal territory also fired two Qassam rockets into Israel, yielding an Israel Air Force strike in response that led to the death of one Palestinian working in a smuggling tunnel on the border with Egypt".

Os ataques oriundos de Gaza, desde o encontro de Netanyahu com Abbas em Washington no mês passado tornaram-se quase diários. Agora, o ataque foi com bombas de fósforo. A acusação de Israel ter usado esse tipo de armamento na invasão a Gaza foi considerada uma grave violação aos direitos humanos.

E, mais uma vez, o ataque terrorista do Hamas visando a população civil israelense - usando armamento proibido - é quase que apenas algo na paisagem.

Eu insisto nisso porque enquanto o Hamas não for enxergado como o que realmente é, dificilmente vai haver avanço em direção à paz na região, sem prejuízo das medidas que devem ser tomadas por Israel (sobretudo cessar em definitivo a construção de assentamentos na Cisjordânia) e pela Autoridade Palestina (assegurar a segurança de Israel).

Um comentário: