terça-feira, 3 de agosto de 2010

Acorda, Egito!

Sobre os foguetes que, destinados a Eilat, atingiram Aqaba, no sul da Jordânia ontem, matando uma pessoa e ferindo três, fontes do governo jordaniano afirmaram que têm provas de que os disparos são oriundos do Egito. O governo do Egito continua negando veementemente que seu território tenha sido a origem dos disparos.

Mas uma breve consulta ao Google Earth revela que é impossível que os foguetes tenham vindo de outro lugar. O alcance médio de um foguete Katyusha - utlizado pelos terroristas - é de 30 quilômetros. Vejam o mapa abaixo.



O círculo desenhado sobre o mapa tem um raio de 30 quilômetros. Logo, os foguetes só podem ter sido disparados de algum ponto dentro do limite dessa circunferência. O que significa que os foguetes partiram ou de Israel (ridículo) ou da Jordânia (ridículo) ou da Arábia Saudita (pouquíssimo provável, já que esse país não faz fronteira com Gaza, além do fato de o Hamas, aliado do Irã, não é bem vindo por aquelas bandas) ou do Egito (que faz froneitra com Gaza e levantou o bloqueio àquele território).

Que os foguetes não vieram diretamente de Gaza é óbivo. O extremo sul da faixa de Gaza está a quase 200 quilômetros de Aqaba. O Hamas continua negando que tenha sido o responsável pelos disparos. É evidente: só são responsáveis quando o alvo desejado é atingido. Afinal, não querem comprar briga nem com o Egito, nem com a Jordânia.

Ainda que não tenha sido o Hamas, foi alguém de sua laia. Segundo o Jerusalem Post, há suspeitas de que o responsável seja a Jihad Global (a quem o Hamas é afiliado, diga-se). De qualquer forma, é evidente que o ataque partiu de território egípcio.

Ou seja, os terroristas estão operando livremente no Sinai. É bom o governo egípcio abrir o olho. Como eu disse ontem, o presidente Hosni Mubarak, segundo consta, está próximo da morte. Quando o ditador de turno morre, nem sempre é possível àquele designado para o suceder manter a ordem de modo a assumir o poder pacificamente. Se os terroristas acharem que, morto o presidente, terão chance de abalar o sucessor e instalar no Egito uma república islâmica nos moldes iranianos, eles o farão.


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