quarta-feira, 7 de julho de 2010

Organizações criminosas, organizações terroristas

Reportagem publicada no Jerusalem Post de ontem noticia que há indícios de que uma célula terrorista do Hizbollah - grupo terrorista que atua no sul do Líbano, mantido pela Síria e pelo Irã (países ditatoriais cujos ditadores são amigões do Lula, nunca é demais lembrar) - operando juntamente com cartéis de traficantes mexicanos, na fronteira do México com os Estados Unidos.

Segundo Anthony Placido, administrador assistente de inteligência do DEA - Drug Enforcement Administration (agência do governo norte-americano responsável pela repressão ao tráfico de drogas), há numerosos relatos de lucros advindos do tráfico de cocaína que entram nos cofres de grupos islâmicos radicais, como Hizbollah e Hamas.

Apesar do que pode parecer, organizações criminosas, como os cartéis da droga mexicanos, têm muito a ver com organizações terroristas como Hizbollah, Hamas, Al Qaida e outras. São grupos armados, com um propósito, uma hierarquia rígida, profundo desprezo por regras mínimas de convivência civilizada e direitos humanos. Além disso beneficiam-se dos defeitos das democracias ocidentais para florecerem e se fortificarem.

Outras semelhança entre organizações criminosas e grupos terroristas é que, quando aquelas têm ou tiveram alguma ideologia, ela é de esquerda. O Comando Vermelho é vermelho à toa? Não. Foi criado no Rio de Janeiro pelos presos políticos da ditadura militar que queriam derrubá-la para implantar uma ditadura comunista. Como eles estavam presos com presos comuns (vítimas da sociedade capitalista injusta que, marginalizados pelo sistema, não tinham outra opção senão entrar para o mundo do crime, sabe, aquele papo de criminologia canhota que ainda ecoa por aí), os presos comuns gostaram da idéia e levaram adiante. Para os presos políticos era ótimo. Se os assassinos, traficantes, etc. que estavam presos com eles eram os pobrezinhos marginalizados pelo sistema, eles fariam parte da massa que participaria da revolução do proletariado. Depois, o matiz ideológico foi desaparecendo. Mas a cor ficou. Mas o embrião (temperado desde o início com táticas de guerrilha urbana) é da esquerda.

Não é à toa que um certo grupo uniu tudo numa coisa só  - ideologia de esquerda, tráfico de drogas, terrorismo - e, durante muito tempo, com sucesso: as Farc. A vida das Farc só ficou mais difícil quando o governo da Colômbia começou a tratá-los pelo que realmente são: terroristas. E há diversas evidências de que há grande proximidade entre as Farc e o Irã. A propósito, as Farc contam com apoio (ainda que, por vezes, velado, mas inquestionável) de Hugo Chaves e Rafael Correa, ambos amigões de quem? Do Lula.

Quanto ao Brasil, todos sabemos que chefões das Farc andam por aqui com total tranquilidade. Todos sabem, também, que existe uma célula do Hizbollah que atua na região de Foz do Iguaçu, sendo quase certo que foi de lá que partiram e para onde regressaram os terroristas que explodiram a sede da AMIA em Buenos Aires em 1994.

Se interesasse um pouco ao governo brasileiro (e obviamente não interesserá ao governo que é amigo de Chaves, Ahmadinejad e outros do mesmo calibre), aposto que não seria difícil descobrir alguma ligação dos terroristas do Hizbollah instalados em Foz do Iguaçu e as nossas organizações criminosas domésticas.

Por que digo isso tudo? Para mais uma vez demonstrar que o terrorismo islâmico não é problema só de Israel e dos Estados Unidos. É problema do mundo todo. Mesmo de quem acha que não, porque somos pacíficos e nosso presidente é amigo dos governos que bancam os terroristas.

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