quinta-feira, 1 de julho de 2010

Não se é líder à toa

Ontem eu publiquei aqui a lista dos dez países mais fracassados do mundo, que saiu na revista Foreign Policy. Referida lista é encabeçada pela Somália. Agora há pouco, vi no site da CNN um pequeno mas eloquente exemplo que ajuda a explicar a liderança desse pujante país africano.

"Somalis in Mogadishu could once again hear songs coming from their radios Thursday, as one of the city's biggest independent stations resumed playing music.

Radio Shabelle has defied a ban on music imposed by hard-line Islamist groups which control much of the Somali capital.

Shabelle's broadcast director, Osman Abdullahi Gure, said the move was a direct response to a recent dictate from one Islamist group. It ordered Somalis and the country's radio stations to boycott celebrations of Somali national day July 1.

Gure told CNN that the order "crossed all lines" with its demand to "ignore Somali identity." He also said that, since Radio Shabelle would ignore the order to boycott Somali national day celebrations, it would also ignore a previous ban on playing music.

On April 13, militants forbade the playing of music on radio stations, calling it "un-Islamic."

All the other stations in Mogadishu are still complying with the ban.

Somalia has not had a stable government since 1991. Islamic militant groups are waging a war against the government in an effort to implement a stricter form of Islamic law, or sharia".

Somalianos de Mogadiscio puderam novamente ouvir canções em seus rádios quinta-feira, quando uma das principais rádios independentes voltou a tocar música. A Rádio Shabelle desafiou o banimento de música imposto por grupos radicais islâmicos que controlam grande parte da capital da Somália. O diretor de transmissão da Rádio Shabelle, Osman Abdullahi Gure, disse que esse ato foi uma resposta direta a uma imposição feita por grupo islâmico. Ele ordenou aos somalianos e às estações de rádio que boicotassem as celebrações nacionais do dia 1º de julho, dia nacional da Somália. Gure disse à CNN que essa ordem passou de todos os limites com suas exigências para que se ignorasse a identidade somali. Ele disse também que, já que a Rádio Shabelle ignorou a ordem de boicote da celebração do dia nacional da Somália, ignoraria também a proibição anterior à música.

Em 13 de abril, militantes proibiram que se tocasse música nas estações de rádio, por ser a música "anti-islâmica". Todas as outras estações de rádio em Mogadiscio estão cumprindo a proibição.

A Somália não tem um governo estável desde 1991. Grupos militantes islâmicos estão em guerra contra o governo, a fim de implementar estritamente a lei islâmica, ou Sharia.

Não se é líder à toa. Com tantos concorrentes à desonrosa primeira posição do ranking da Foreign Policy, é necessário um algo mais. Nada como "militantes" islâmicos que há quase 20 anos lutam para impor a sharia para garantir a ponta!

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2 comentários:

  1. Só pra dizer que estou curtindo seus posts e que acesso quase que diariamente...
    grande abraço e keep going...
    André Rozenbaum

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  2. Ah,
    Não sei se você conhece, mas recomendo(e muito), as análises da stratfor. Forecast excelente.
    abs

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