sexta-feira, 30 de julho de 2010

Foguete disparado da faixa de Gaza atinge área urbana de Ashkelon e, por sorte, ninguém morreu. Mas quem se importa?

Hoje, por volta de 8:30 da manhã (horário local), um foguete tipo Grad explodiu próximo a um prédio de apartamentos em Ashkelon, cidade no litoral de Israel, que fica a cerca de 12 quilômetros da fronteira com a faixa de Gaza. Felizmente, não houve vítimas, embora o foguete tenha danificado a estrutura do prédio.

O governo de Israel pronunciou-se no sentido de que fará uma reclamação formal na ONU, já que o alvo do foguete era claramente civil, sendo uma clara violação da lei internacional.

Como de costume, nenhuma palavra dos grupos de defesa dos direitos humanos é pronunciada e, se for, é sempre mais leve do que as condenações a Israel quando é ele quem ataca.

Segundo o prefeito de Ashkelon, a explosão desse foguete foi o evento mais sério ocorrido na cidade desde o fim da invasão a Gaza. O que significa que a invasão, efetivamente, reduziu o poder de fogo do Hamas, que o bloqueio a Gaza efetivamente dificulta o rearmamento dos terroristas e que, não obstante, ainda conseguem obter foguetes para alvejar as populações civis do sul de Israel.

Outro dado interessante é que a pressão internacional (sobretudo dos Estados Unidos) sobre o presidente da autoridade palestina Mahmoud Abbas para dar início a conversações diretas com Israel sobre o processo de paz tem aumentado nos últimos dias, embora ele ainda relute. E, certamente, essa relutância tem muito a ver com o medo de Abbas da reação do Hamas caso essas conversas levem a algum lugar.

Esse ataque, com certeza, foi um recado do Hamas para Abbas, no sentido de que, se as conversas começarem e avançarem, os terroristas vão fazer a única coisa que sabem: terror.

Mesmo porque, a primeira exigência que Israel fará a Abbas será que ele se vire para controlar o Hamas. Esses, porém, deixaram novamente bem claro que são fora de controle e que qualquer avanço nas negociações da região será imediatamente sabotado por eles.

E essa sabotagem, naturalmente, envolve matar o máximo possível de civis. Mas, se os civis são israelenses, quem se importa?

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