sábado, 5 de junho de 2010

Shut up! Go back to Auschwitz!

De acordo com notícia publicada na edição on-line do Jerusalem Post, essa foi a frase dita pelo operador de rádio do navio Mavi Marmara, respondendo à advertência feita pelo exército de Israel no sentido de que a embarcação estava se aproximando de área bloquada e que deveria se dirigir ao porto israelense de Ashdod.

Acredito que, a essas alturas, todo mundo saiba o que é o Mavi Marmara. É o navio, parte de um comboio que se dirigia a Gaza na segunda-feira passada que, recusando-se a aportar em Ashdod, foi abordado por comandos da marinha israelense, o que resultou em nove militantes mortos e na costumeira condenação quase unânime de Israel, antes mesmo que os fatos fossem suficientemente esclarecidos.

Basicamente, Israel se defende afirmando que o bloqueio a Gaza justifica-se em virtude de o território ser controlado pelo Hamas, cujo objetivo declarado é destruir o Estado de Israel e que tem por hábito fazer chover foguetes sobre a população civil do sul do país (só do sul, pois os foguetes não têm alcance maior).

Basicamente, Israel é detonado porque... bem, podem escolher o motivo. Obivamente, vou tocar bastante nesse assunto em outros posts.

O fato é o seguinte. Depois dessa revelação, cada vez mais fica claro que o objetivo do comboio dito humanitário não era propriamente enviar ajuda humanitária aos palestinos da faixa de Gaza. Não era sequer desafiar o bloqueio marítimo imposto à região. Era criar mártires, quanto mais, melhor. Era deslegitimar Israel, contestando seu próprio direito de existir (à imagem e semelhança do Hamas).

Por que eu digo isso? Porque quando o "humanitário" militante manda o militar israelense calar a boca e voltar para Auschwitz ele está dizendo que o lugar dos judeus não é em um Estado independente e soberano, mas em um campo de concentração!

Isso significa que todas as pessoas que estavam nos navios e todas as pessoas que estão descendo o sarrafo em Israel pensam a mesma coisa? Quero crer que não.

Mas essa frase revela que quem dava as cartas no navio (controlando, inclusive, o rádio) quer, mesmo, acabar com Israel e mandar os judeus para a câmara de gás.

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