quinta-feira, 10 de junho de 2010

Candidatura ao Senado, indeferida; candidatura à segundona, de vento em popa

Notícia que vi hoje de manhã no blog do Juca Kfouri, no UOL:

"A tentativa de Vanderlei Luxemburgo se eleger ao cargo de senador pelo Tocantins neste ano trouxe problemas para o atual treinador do Atlético-MG. A Justiça Eleitoral do Estado atendeu à solicitação do Ministério Público Eleitoral e abriu processo criminal contra o técnico, sob acusação de “inscrição fraudulenta de eleitor”.

Para ser candidato, Luxemburgo – incluído no art. 289 do Código Eleitoral [Inscrever-se fraudulentamente eleitor] – precisava transferir domicílio eleitoral para Palmas, sendo assim necessário comprovar residência na cidade por pelo menos três meses. Para isso, o treinador usou uma cópia de contrato de aluguel de um apartamento e de um terreno sem data e assinatura.

Ao acatar a solicitação de abertura de processo contra Luxemburgo, o juiz Gilson Coelho Valadares propôs a suspensão condicional do processo por três anos. Porém, se o técnico comparecer à Justiça Eleitoral todo mês, não será necessária sua prisão e o processo será arquivado no final do prazo, de acordo com a lei.

De acordo com seu assessor, Luís Lombardi, Luxemburgo ainda não recebeu a notícia em relação ao processo criminal aberto contra ele. O próprio Lombardi também desconhecia o assunto. “Não tenho conhecimento disso. Ainda não consegui falar com ele, pois ele está de folga”, explicou, em entrevista ao UOL Esporte.

Dentro de campo, Luxemburgo também não vive um bom momento. Apesar de prestigiado pela diretoria do Atlético-MG e campeão mineiro no início do ano, a equipe do treinador, ao fim das sete primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, ocupa apenas a 18ª colocação, portanto na zona de rebaixamento".

Apenas corrigindo a informação, a suspensão condicional do processo não é oferecida pelo juiz e, sim, pelo Ministério Público e o descumprimento pelo réu das condições não importa (automaticamente) em prisão, mas na revogação do benefício e prosseguimento do processo.
 
Pois é. Se o Luxemburgo tivesse se preocupado em ser técnico de futebol somente, não estava nessa agora e, possivelmente, o Galo não estaria na zona de rebaixamento. Sem discutir se ele é culpado ou não da acusação a que responde, o fato é que, se não tivesse inventado essa de ser senador pelo Tocantins (pelo PT, é bom lembrar), seu desempenho como técnico, penso eu, teria sido melhor nos últimos anos. Ou será à toa que o último título importante que o Luxemburgo ganhou foi em 2003?

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