quarta-feira, 16 de junho de 2010

Brasil e Coréia do Norte

Como era de se esperar, todo mundo caindo de pau na seleção, não sem uma certa razão. Digo, porém, o seguinte: Qual time consegue jogar bem contra um time absolutamente retrancado, com TODOS os jogadores atrás da linha da bola? Impossível. O Brasil poderia ter jogado melhor? Sim. Poderia, por exemplo, ter tentado fazer mais vezes o que fez nos dois gols: acelerar o passe para que alguém que viesse de trás ou das laterais tivesse condição de entrar chutando. E, obivamente, o gol tomado no finaliznho foi ridículo. A time achou que o jogo já tinha acabado.

O jogo, pelo menos para mim, não foi decepcionante; foi exatamente do jeito que eu achei que seria. Há quatro anos sabemos que o time do Dunga tem extrema dificuldade para jogar contra times retrancados (maior, de fato, do que a dificuldade normal a que me referi acima). As melhores apresentações da seleção sob o comando de Dunga foram, em regra, contra grandes seleções, que jogam e deixam jogar.

Decepcionante, mesmo, foi o Kaká. Não que eu esperasse muito dele na estréia. Mas, ainda assim, ficou abaixo da (pouca) expectativa. Não acertou um passe, não fez nada. Já que esta seleção está sendo tão comparada à de 1994, sugiro que o Dunga - capitão daquele time - lembre-se do Raí naquela Copa, que não estava jogando nada e o técnico botou, sem titubear, para esquentar o banco.

De resto, a Copa continua de baixíssimo nível - com exceção até agora da Alemanha. Daqui a pouco a Espanha joga. Mas contra outro time tradicionalmente retranqueiro (Suiça). Não me surpreenderei se o jogo for ruim também.

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